A POLÍTICA DOS INCOMPETENTES
“Não há nada de novo debaixo do sol” (Ec 1.9)
As últimas pesquisas de opinião pública tem mostrado o descontentamento dos soteropolitanos com os seus governantes. Isso tanto no âmbito municipal como estadual. Prefeito e governador estão curtindo os últimos dias de mandato. Últimos dias de mandato porque o segundo mandato é, em qualquer tempo, o fim do mandato para eles. O segundo mandato é o tempo de viajar, descansar, conhecer o mundo e colocar tudo na nossa conta.
Salvador está entregue as moscas. Buraco por toda parte. Contas contestadas pelo Tribunal de Contas, emperrada na Camara de Vereadores, que por sua vez não estão nem aí. Querem deixar a ”bomba” na mão dos que estão chegando. Onde está o alcaide desta cidade? Ninguém sabe, ninguém viu. No âmbito estadual não muda nada a não ser o partido e o mandatario. Primeiro, greve da PM, agora dos professores que já dura a mais de 50 dias. O estado nem parece que tem governador, que, aliás, já é conhecido em todo o Brasil como Wagner Milha, visto a quantidade enorme de milhas acumuladas nas suas 78 viagens aéreas ao exterior. Sem se orgulhar, temos o governador que mais viajou de todos os estados brasileiros. Quando daremos um basta nisso?
Para entender em parte nossos governantes, é só atentar para o depoimento do Senador Demóstenes Torres. Com todos os seus erros e cara de pau, foi sincero em parte do seu depoimento a Comissão de Ética do Senado: “Me julguem pelo que eu fiz, e não pelo que eu disse ou prometi”. Durante o seu depoimento ele afirmou que recebe mais de 100.000 ligações por ano lhe pedindo coisas. Promete algumas coisas, mas não cumpre. Os políticos prometem mundo e fundos quando estão na oposição. O historiador Raimundo Faoro comentando sobre os dois partidos políticos liberal e conservador no Brasil disse: “Não havia nada mais conservador do que um liberal no poder. E nada mais liberal que um conservador na oposição”. Os políticos conhecem os problemas do povo melhor do que o próprio povo. O melhor partido do Brasil é “o partido de oposição”, seja ele qual for. Tem solução para tudo. Isso quando não vão diretamente para as portas das empresas montadoras, indústrias e repartições públicas apoiar as greves. A história tem mostrado que liderar greve é passaporte para as câmaras de vereadores, assembleias, senado e presidência da República, mas não é sinônimo de competência.
Aproximam-se as eleições municipais em outubro. Na primeira pesquisa divulgada para a Prefeitura de Salvador, o candidato do DEM, teve a preferência do eleitor da cidade. Salvador uma cidade considerada de oposição ao partido do Ex-senador Antonio Carlos Magalhães, ora representado pelo neto, considera agora ser oposição a outro “cabeça branca”, Jacques Wagner, no dizer de um professor grevista. Parece-nos que Wagner e João Henrique ainda vão nos deixar um legado milagroso nas suas administrações a exemplo de Waldir Pires: a de ressuscitar o Carlismo em nova e pequena embalagem, cuja antiga não nos deixou saudade.
Percebe nitidamente que não estamos nem aí para partidos políticos. Nem tão pouco se os nossos governantes são católicos ou protestantes, negros ou brancos, tricolores ou rubro-negros. O que esperamos de um governante é que se saiba administrar o local em que moramos de forma digna e competente, o que não tem acontecido ultimamente.
A propósito, gostaria de deixar uma informação para os professores: Há uma nova definição de partido de esquerda e de direita para ensinar os alunos após a greve: Os de esquerda são os que escrevem com a mão esquerda e de direita o que escreve com a mão direita.
Ivan Jorge dos S. Luna é Bacharel e licenciado em Historia pela UFBa, mestre em Teologia pela EST/RS. É presidente do Centro comunitário de Paripe - Pastor da Igreja Batista Central de Paripe e não é filiado a partido político. pr.ivanluna@hotmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário