quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

XAVECO DE VIAGEM: DOS NOSSOS INDIOS AOS NOSSOS GOVERNANTES



XAVECO DE VIAGEM: DOS NOSSOS INDIOS AOS NOSSOS GOVERNANTES
“Não há nada de novo debaixo do sol” (Ec 1.9)

Durante 20 anos da minha carreira policial trabalhei com Gerenciamento de Crises. Conflitos de invasão de terra por índios e sem terra. Havia uma coisa interessante com uma determinada tribo que trabalhei por 15 anos. Toda vez que o cacique viajava acontecia uma invasões de casas e fazendas. Os fazendeiros e moradores  ligavam para Policia Federal e nos informava: O cacique viajou. Eu e outros policiais já arrumávamos nossos equipamentos e desmarcávamos nossos compromissos. Já sabíamos o que ia acontecer. Quando chegávamos  no local para administrar o conflito, procurávamos  localizar o cacique que só chegava dias depois. Perguntávamos já sabendo da resposta: Cacique como é que seus índios invadiram as fazendas? Ele respondia: eu viajei e quando soube já havia acontecido. No ano seguinte quando íamos para a reunião com esses índios, quem era os novos lideres da tribo? Aqueles que os fazendeiros denunciavam como lideres da invasão. Um gerenciador de Crise nunca iria brigar com o cacique, assim perderíamos o único elo que nos ajudava a retirar os índios das fazendas. No final de tudo os índios barganhavam os benefícios com a FUNAI ou outros órgãos governamentais e tudo ia bem. Assim caminhei gerenciando meus conflitos. O cacique mentia, eu fingia que acreditava. Era o jogo do  xaveco da viagem.
Passado o parágrafo dos “inocentes e primitivos silvícolas”, agora vamos comentar os nossos inocentes e xavecantes governantes. O  senador boliviano Roger Pinto Molina foi retirado da embaixada do Brasil na Bolívia numa autentica operação de guerra.Onde estava o diplomata responsável pela embaixada? Resposta: Viajando. O embaixador titular havia viajado para o Brasil de férias e não sabia de nada. A presidenta Dilma também não sabia de nada. Os fuzileiros navais e todos que faziam a segurança não comunicaram aos seus superiores, que também não sabiam de nada. Quem foi o responsável? O outro diplomata que ia ser promovido e arriscou sua promoção, por conta de um” ato humanitário”. Ironicamente nem de longe parece xaveco. Agora é ficar de olho no Diário Oficial da União. Se os perpetradores do sequestro do senador serão  “punidos”com nomeações para trabalho forçado nas embaixadas de  Roma , New York ou Paris , há uma grande possibilidade de um novo xaveco de viagem.
 Tenho minha versão sobre esse fato. Esse senador vinha ministrar curso de corrupto para os políticos brasileiros. O meu serviço de informação, detectou que com a prisão do deputado Donadon e com o julgamento dos corruptos do mensalão, descobriu-se que os políticos brasileiros, já não são mais os mesmos, ou povo já não é mais o mesmo, não interessa. Já não conseguem roubar como antes, então promoveram um curso de reciclagem, com a sigla CRC (Curso de Reciclagem de Corruptos), com o objetivo de traçar novas estratégias de corrupção para o país.  Esse curso já tinha até justificativa: Se os americanos treinaram os boinas verdes, por que não podemos reciclar os “colarinhos brancos”?  
Já de posse do certificado de Reciclagem de Corruptos na mão, os deputados são os próximos protagonistas do xaveco da viagem. Sessão de Cassação do deputado  Natan Donadon: O que aconteceu? Os deputados não compareceram. Viajaram para os seus respectivos estados. Foram visitar os redutos eleitorais e as mães. De vez em quando os deputados também  são filhos da mãe. Já se sabe que ninguém quer cassar ninguém. É bom não  esquecermos que os bandidos do mensalão terão que ser cassados pelo congresso. Nada melhor do que viajar e não comparecer pra essas sessões “ secundarias de cassação de mandato”.
Defino para quem não sabe o  que é xaveco: Termo usado nas penitenciarias para definir uma história contada para esconder a verdade, geralmente um crime. Seria o “xaveco”de viagem de origem indígena? Ou eles teriam apreendido como os “civilizados” como funcionam as coisas no nosso país?  Como profissional  me vi obrigado aceitar os “xavecos” do cacique, mas como brasileiro estou sem a menor paciência paraos  xavecos de viagem dessa corja de governantes corruptos. Tenho que me controlar se não vou me filiar aos Black Bloc. Um dia cheguei  a pensar que com o povo nas ruas isso ia mudar. Salomão estava certo: “Não há nada de novo debaixo do sol”.

REFLEXÕES: O ELEFANTE E O PASTOR



REFLEXÕES: O ELEFANTE E O PASTOR
Ele pôs os sacerdotes nos seus lugares de serviço no templo
e os animou a fazerem bem o seu trabalho(2 Cr 35.2- NTLH)

Num bate-papo com um pastor mente aberta na Ordem dos Pastores, entre muitas coisas agradáveis que conversamos, surgiu à ilustração do poder do elefante. Depois da conversa  comecei a perceber algumas semelhanças com a vida do pastor.
O elefante é o maior mamífero da terra. Conseguiu sobreviver na África e na Ásia, apesar de outros animais do seu tamanho terem desaparecido do planeta. Tomam a formação de circulo quando o grupo é atacado e colocam no centro os mais frágeis. Tem maior  massa cefálica de todos os seres vivos. Reverenciam os seus mortos. Diz-se que os elefantes passam um longo tempo diante de outro morto.
O que nos chama mais atenção porem, não são os elefantes que vivem na selva, mas o que são criados cativos nos circos. Um elefante por ser muito forte, ele precisa chegar ao circo ainda pequeno para ser domesticado. Ali ele começa a ser colocado num canto do circo amarrado a uma corda, preso por uma estaca bem fincada. Ele começa a tentar se soltar mais não consegue. Com o passar do tempo ele já não tenta mais. Pronto foi domesticado.
Passada essa fase ele  se torna o animal mais útil do circo. A grande e pesada lona que cobre o local do espetáculo e arrastada e colocada nos postes e estacas por ele. As jaulas, os cabos de aço, enfim todo apetrecho pesado do circo e movimentado por ele. Ao final da Turnê, é ele quem retira as estacas de concreto, pesando toneladas, entretanto no dia-a-dia permanece n o seu cativeiro,  amarrado proporcionalmente a sua força num “pedacinho de estaca”.O elefante não tem consciência do seu papel no circo. Sem ele a lona não é esticada. Ainda bem para os donos de circo que os elefantes não fazem passeata. Nessa época  de gigante acordado em que se faz passeata até porque Bel saiu da Chiclete com Banana, manifestação de elefante nem é bom pensar. Elefante só pára no circo quando fica doente,provavelmente o circo pára com ele.
Qual a semelhança do Elefante com os pastores? Identifiquei três. Se ao lê esse artigo você identificar mais, comente: 1. Os pastores  se assemelham aos elefantes na lenda das suas mortes. A Lenda diz que os elefantes se retiram do seu grupo para morrer só. Os pastores ante suas tristezas e decepções, se isolam dos seus pares não permitindo que estes, nem mesmo os de sua intimidade, compartilhe com ele esses seus momentos. 2. Os pastores como os elefantes são dotados de uma força muito grande. O pastor com uma força ainda maior chamada de unção, capaz de realizar muito mais do que ele imagina; 3.mas como o elefante o pastor se detém diante de “estacas” muito pequenas  em relação a sua força. Nessa parte comparo o pastor a um celular de muitos recursos que, entretanto só se permite ligar, atender ligações e desligar. Que grande desperdício!
Não tenho a menor esperança de mudar o comportamento dos elefantes, nem quero, nem tenho tempo, entretanto a minha esperança se direciona para outro elemento da comparação:  o pastor. Ainda pretendo  me aprofundar mais no  estudo do comportamento dos pastores. Quanto a prática a frente da Ordem dos Pastores Batista de Salvador já escolhi por onde começar: Vou começar pela remoção da estaca.