segunda-feira, 3 de junho de 2013



O PATRULHAMENTO IDEOLOGICO, O POLITICAMENTE CORRETO E A SIG
´....Digam somente “sim”, quando for sim, e “não”, quando for não, para que Deus não os condene.”(Tg 5.12b NTLH)

Há tempo que não leio dois artigos tão interessante, como li  esta semana. O Primeiro que recomendo a leitura do Livro de Eugene Peterson - A Espiritualidade Subversiva, onde o autor é entrevistado no final do livro, e opina sobre diversos temas relacionados ao Cristianismo. O outro foi o Manifesto assinado pela Ordem dos Pastores Batistas Clássicos do Brasil se posicionando  contrario ao ministério pastoral feminino. Na verdade dois artigos  de ideologia bem diferentes. Eugene Peterson apresenta uma visão  progressista do Evangelho, enquanto o artigo da OPBCB apresenta uma visão ultraconservadora. Gostei de ambos, não pela ideologia dos autores, mas pela coragem de se posicionar nesse mundo de patrulhamento ideológico, onde ninguém mais se arrisca a dizer o que pensa.
Estamos vivendo a “Era do Politicamente Correto”. No mundo evangélico  este termo tem tomado uma conotação de frouxidão. Tenho tentado ler inúmeros artigos de lideres evangélicos sobre diversos assuntos, e quando consigo  chegar ao final do artigo, percebo  que o autor não é contra nem a favor de nada,muito pelo contrario. É  modelo  que tenta agradar “os gregos e troianos que estão lendo. Esse modelo não é novo.O apostolo Pedro e severamente advertido pelo seu colega Paulo: “...quando Pedro veio para Antioquia da Síria, eu fiquei contra ele em público porque ele estava completamente errado. De fato, antes de chegarem ali alguns homens mandados por Tiago, Pedro tomava refeições com os irmãos não-judeus. Mas, depois que aqueles homens chegaram, ele não queria mais tomar refeições com os não-judeus porque tinha medo dos que eram a favor de circuncidar os não-judeus. E também os outros irmãos judeus começaram a agir como hipócritas, do mesmo modo que Pedro. E até Barnabé se deixou levar pela hipocrisia deles. ”(Gl 2.11-13). Nos debates, palestras abertos para o público em geral, há uma preocupação em se mostrar “politicamente correto” para não contrariar ninguém ou não se posicionar em uma situação desconfortável. Já na pregação nos púlpito de igrejas, a preocupação e demonstrar uma “autoridade” apologética* conservadora. A ausência de autenticidade num pastor o aproxima da teologia dos fariseus.
É claro que neste século estamos vivendo a era também dos questionamentos, onde posicionamentos “xiitas” que impõe uma verdade (eu disse uma verdade e não a verdade) a qualquer preço, não tem mais aceitação. Entretanto não se negocia o inegociável que é a forma de ser, pensar e crer. A ideologia e crença de um homem é parte integrante da sua forma de ser. Neste mundo de patrulhamento ideológico, precisamos assumir os riscos de dizer “sim”, quando for sim, e “não”, quando for não, para que Deus não os condene.
Para matar a curiosidade dos que chegaram até aqui, “SIG” é a Síndrome da Impaciencia Geriátrica, ou seja, é uma síndrome que faz com que leitores, acima de cinquenta anos, cansados de artigos de autores que escrevem pra ficar em cima do muro, e bem na fita, não sejam  lido até o fim. O pior é que já estou  acometido dessa doença.
 *Disciplina teológica que se propõe a demonstrar a verdade da doutrina, defendendo-a de teses contrárias.
Pr. Ivan Luna é bacharel em historia pela UFBa, em teologia pelo STBNe.
Mestre em Teologia pela EST e pastor da Igreja batista Central de Paripe

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER

PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER
Raimundo Faoro um historiador ao analisar os partidos politicos da Republica Velha no Brasil disse: Nada mais conservador do que os "Radicais" no poder. Nada mais "Radical" do que um conservador na oposição. Veja o Brasil hoje. Quem apoiou Renan Calheiros para presidência do senado? Aqueles mesmos, que os chamavam de fascista, de direita, reacionário. Isso mesmo os de "esquerda” (hoje definição para mim dos que escrevem com a mão esquerda). Leia-se PT, PC do B; Quem queria linchar a jornalista cubana Yoani SánchezYoani  em Feira de Santana? Os mesmos simpatizantes desses partidos. Faoro tinha razão. Com raríssimas exceções, só existe dois partidos, o que tá comendo e o que comer.
Lembrar que fim da década de 70 e inicio da de 80, lá estava eu na Faculdade de Ciências Humanas em São Lázaro, lutando contra governadores biônicos,  querendo diretas já. Anistia ampla Geral e Irrestrita. Calote no FMI. Com o Capital de Marx debaixo de um braço e a Ilha no outro. Bons tempos que não me arrependo. Lembro-me de Marcelo Cordeiro, comendo sanduíche com nós estudantes no Avalanche do Campo Grande. Lidice da Mata vendendo Tribuna da Luta Operaria. Correndo escondido atrás das palestras Haroldo Lima hoje conselheiro da Petrobras, versando sobre o então partido clandestino PC do B.
Tempos depois veio às contradições da vida. Lá se vai eu para a "direita" rsss, leia-se Policia Federal.  Quem diria?     Como “direitista e repressor” lutei ao lado do meu companheiro João Carlos Sobral pra fundar um Sindicato de Policiais Federais, fiz parte de comando de greve da categoria. Filiamos o Sindicato a CUT, apoiamos greves de outros companheiros. Tudo isso na “direita”. Enquanto isso "esses" meus colegas de Faculdade continuaram na "esquerda". Apoiaram Renan Calheiros,isso sem esquecer que antes apoiaram Sarney. Votaram a favor de se continuar recolhendo INSS dos trabalhadores depois de aposentados. São parceiros do FMI; apoiam  a ditadura de Chaves na Venezuela. Receberam de Cuba um dossiê da jornalista Yoani Sánches que se posiciona contra a ditadura de Fidel Castro, de fazer inveja a qualquer DOI/CODI, e depois negam tal documento. Propõem restringir as greves no setor público. O nefasto governo de esquerda na bahia desaprendeu a “sentar” numa mesa de negociação.A Bahia, nesse período, registra três marcas inesquecíveis: a maior greve de professores de todos os tempos;  uma greve de policiais militares, com intervenção do Exército; e proporcionalmente possui o governador que mais viajou, ou seja, os “companheiros” aprenderam rapidamente a fazer todas as coisas que antes combatia. Inclusive utilizar o dinheiro público para conhecer o mundo. (o que alias aprendeu com seu outro companheiro,  o bebê de Rosemary). João Amazonas, Fernando Daltro e outros esquerdistas convictos, devem estar vomitando no túmulo, sem entender mais esse negocio de direita e esquerda.
Só pra rir. O PSOL vai lançar candidatura própria para a presidência, vai radicalizar geral. Sabe quem é o candidato: Newton Araújo de Oliveira e Cruz. Isso mesmo General Newton Cruz. Se tem um cara nesse país que já não está entendendo mais nada, esse cara sou eu. Parem o mundo que eu quero descer.
Ivan Luna é Bacharel em Historia pela UFBA, Mestre em Teologia pela EST, Presidente do Centro comunitário de Paripe e pastor da Igreja Batista  Central de Parip

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

José de Arimateia, Nicodemos e outros rotulados

Jose de Arimateia, Nicodemos e outros rotulados
“E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo,
que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, de Arimateia,
 cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus...” (Lc 23.50,51)

É incrível como a rotulação acompanha as pessoas entre esses,alguns personagens bíblicos. A pergunta que faço é: Por que rotulamos pessoas, por uma atitude de suas vidas e apagamos as suas demais virtudes e ações?  
Já li umas centenas de vezes textos bíblicos referentes a José de Arimateia. Examinava a Bíblia de Estudos King James recém-lançada em português, e só então ao lê uma nota de roda pé, atentei para as suas qualidades  apresentadas na narrativa do evangelho de Lucas.  Como membro do conselho, deixou muito claro o seu voto e sua posição contrária aos demais membros do Sinedrio de condenar Jesus. Além de ser homem de bem e justo. O comentário bíblico em referencia afirma que: “... ele arriscou sua posição e sua própria vida ao tomar a iniciativa de solicitar uma audiência urgente com Pilatos para os preparativos do funeral... Esses rituais eram proibidos pelo Sinédrio, no caso de criminosos executados.” [1]. Mas o que me vem sempre à memória é o relato de João: “José de Arimateia que era discípulo de Jesus, mas em oculto, por temer os judeus...”[2]. 
Outro rotulado é Nicodemos. O que fez um homem fariseu, membro do Sinedrio ir a noite conversar com Jesus, se não tratar da inquietude espiritual que provavelmente assolava a sua alma? Analisemos como deve ter sido difícil para ele se desvencilhar dos seus pares, atolados numa religião tradicional e irrelevante. Penso que Nicodemos estava inconformado com sua vida espiritual mal alimentada pela superficialidade da sua religião, e buscava um novo nascimento. Entretanto o rotulo de Nicodemos é do fariseu (fariseu é pejorativamente sinônimo de hipócrita)que procurou Jesus à noite, simplesmente para não romper com seu “status quo”.
José de Arimateia e Nicodemos demonstram dentro das suas limitações, uma coragem rara entre os cristãos do nosso século. Saem do anonimato e preparam o corpo do mestre para o funeral, enfrentando judeus e romanos.[3]
Poderia citar muitos outros, mas para não me alongar em exemplos, destaco finalmente Tomé. Há um texto sobre ele que chama muito atenção. Quando os Judeus procuravam Jesus para matá-lo, por ocasião do milagre de Lázaro, Tomé convoca os demais discípulos da seguinte forma: “... Vamos nós também, para morrermos com ele.” [4] Não vi ainda comentário sobre “Tomé o discípulo disposto a morrer pelo seu mestre”. O fato de querer vê as marcas na mão do mestre para crer, entretanto, o rotulou definitivamente como o discípulo da incredulidade.
Miserável cristão que somos. Apenas capaz de rotular homens pelas suas fragilidades, erros e pecados, esquecendo-me das suas virtudes. Obrigado Senhor pelas suas misericórdias[5], e por não me enxergar de igual modo.


[1] Bíblia  King James Atualizada. São Paulo. Ed Abba Press, 2012. p. 2000
[2] Jo19.38
[3]Jo ao:19.38-42.
[4] Jo 11.16
[5] Lm 3.22

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Profeta do Paraguai eo Poder

O Profeta do Paraguai e o Poder
E vos darei pastores segundo o meu coração,
que vos apascentem com ciência e com inteligência.(jr 3.15)

A revista Cristianismohoje[1] trás um artigo bastante atual. O artigo relata que a Comissão Nacional da Verdade vai apurar a atuação de lideres da igreja católica e protestante na época da ditadura Militar no Brasil. Enfatiza a reportagem da revista, sobre rumores que pastores “delataram” na época um crente que dirigia o Departamento Nacional de Juventude sua denominação aos militares golpistas de 1964.
Ao longo da historia essa tem sido uma relação mal resolvida, entre os profetas de Deus e o poder. Com o advento da monarquia em Israel, os reis levavam para dentro dos palácios, na condição de funcionários públicos, os profetas para consultarem a Deus sobre que decisão tomar, principalmente nas questões de guerras.  Esse fato se torna comum no Antigo Testamento, que chega a colocar em lados opostos até grupos de profetas[2]. O que notamos é que o poder passa a exercer uma influencia sobre os profetas e não os profetas sobre o poder. É interessante como isso e percebido pelo rei Josafá quando diz “Não há aqui outro profeta a quem possamos consultar?” Josafá percebeu o interesse dos profetas em agradá-lo e a Acabe. O comprometimento dos profetas com o poder levou-os a profetizarem de forma favorável aos reis que os sustentavam[3]. Em ambos os casos citado, é comprovado em capítulos posteriores, que a verdade profética encontrava-se com os profetas avessos a vontade do rei, e não aos seus “profetas favorecidos”.
Trazendo para os nossos dias, os pastores, profetas de hoje, tem se “praticado”, aquilo que popularmente se chama de “dois pesos e duas medidas”. O tratamento diferenciado entre irmãos e irmãos, tem sido notado e comentando. A escolha de diáconos tem recaído sobre os de melhores condições financeiras, e não sobre os que possuem o dom de servir a Deus. Fora da igreja há os que calam e defendem políticos corruptos, porque de alguma forma estão presos a eles pelos compromissos partidários ou da gratidão por emprego de parentes ou blocos para construção de templo. É bom lembrar o caso de uma igreja de Goiás em que um pastor se negou a casar uma filha de um mangagão da congregação (leia-se mangagão, alguém de dízimo alto ou influencia nefasta na congregação, para diferenciar dos que exercem a liderança espiritual, através dos seus dons e testemunho de vida) e foi obrigado a abrir a porta do templo para realização da cerimônia por determinação judicial. Virou manchete do Jornal Nacional. Pra nós virou herói. Não vai receber primícias, nem convite para almoçar em restaurante caro. Esse pastor resolveu pagar o preço e entrar no rol dos profetas “sem teto”, Elias, Eliseu, Jeremias e Natã.
O povo já olha com desconfiança um artigo escrito por um pastor, e com razão. É importante observar o histórico de quem o escreveu, a coerência com outros artigos escritos pelo mesmo autor, e seu comprometimento político partidário. Só então analisarmos se fala a “sua” verdade ou a verdade. Precisamos ter cuidado com nossa posição de profeta. O profeta é o representante legitimo do Senhor nessa terra, não deve ter compromissos maiores do que com o seu Deus, seja ele com maçonaria,partido político ou o que quer que seja, caso contrario e do “Paraguai” [4].
Ivan Jorge dos Santos Luna é Bacharel em Historia pela UFBA, mestre em teologia, pastor da Igreja Batista Central de Paripe e Presidente do Centro comunitário de Paripe. Visite meu blog: privanluna.blogspot.com/



[1] Cristianismo Hoje. Edição32, dez/jan, pagina 10
[2] Jr 28.1-11
[3]I Rs 22.7
[4] Expressão pejorativa utilizada no Brasil para denominar algo de procedência duvidosa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Se o mundo acabar no dia 21

Se o mundo   acabar no dia 21...
Escrevemos sobre tantas coisas este ano que não dos damos conta. Foi protestos,replicas,treplicas que resolvemos escrever com muito humor sobre o possível fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012. E se você pudesse escolher entre o fim mundo  ou não, o que você escolheria? Antes de votar, deixe eu lhe apresentar algumas vantagens e desvantagens, para te orientar na escolha:
Se o mundo se acabasse...
1.       Você continuaria sem vê político ir pra cadeia, pois toda corja do mensalão não seria presa;
2.       Evitaria assistir uma entrevista do ex-prefeito João Henrique na televisão, falando como especialista sobre o tema mobilidade urbana;
3.       Você evitaria ouvir a defesa de Lula feita pelo PT, tipo: “Todo grande estadista teve uma amante. John Kennedy, João Goulart, etc. Ele é o bebê de Rosemary”.
4.       Evitaria assistir a TV Bahia e o Correio da Bahia entrevistando todo dia seu proprietário, dizendo que Salvador é a melhor cidade do mundo, e que não fez mais porque o governo estadual e federal não liberou recursos;
5.       Se você torce para do Vitoria, acabaria o seu suplicio de querer colocar estrela na camisa. Teria todas as estrelas a sua disposição;
E se o mundo não acabasse...

1.       Se fosse torcedor do Bahia ia votar na primeira eleição direta pra presidente do Bahia. Votaria em um torcedor do Bahia para presidente, e depois descobriria que o cara é “pau mandado” da família  Guimarães. Continuaria contratando um monte de Zé Roberto, Caio, Ciro, Mancini e outros “ferros velhos”. Com isso acreditaria no equilíbrio e na predestinação: Quem tem a maior torcida do mundo, pra contrabalançar, tá predestinado a ser dirigido pelos piores caras do mundo. Descobriria que passou metade da sua vida torcendo por um time sem diretoria e, a outra metade também;
2.       Ia  suportar a candidatura de Jacques (Milha) Wagner ao senado Federal. Eleito seria  membro da comissão que estuda o fim da propaganda de bebidas alcoólicas no rádio e na televisão;
3.       Seria obrigado a engolir que uma funcionaria do Itamaraty foi punida, por ter “esquecido” de lançar por mais de 20 vezes, o nome de Rosemary Noronha, como membro da comitiva presidencial, que viajou para conhecer o mundo e cuidar do seu bebê, com o dinheiro dos nossos impostos;
4.       Seriamos obrigado a suportar mais uma vez o Serra como candidato da “oposição”;
5.       Você seria obrigado a ir pra Arena fonte Nova com os amigos e adversários rubro negros ou tricolores, pra assistir um Ba x Vi na ultima rodada do campeonato brasileiro da série A, e torcerem juntos pro jogo acabar empatado. Isso porque a mediocridade dos dois times foi tamanha, que quem perder desce pra segundona;
6.       Você ia vê Marcola preso no presídio de segurança máxima dando entrevista e defendendo o uso de celulares nos presídios: “se um país desorganizado vai ser dirigido do presídio, por que o crime organizado não pode?”

Independente do que acontecer, você já viu que o mundo tá no fim mesmo. Agora você decide. 


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

TEOLOGIA PARA HOJE - No mundo e na minha casa

TEOLOGIA PARA HOJE
Evangelho: No Mundo e  na minha Casa
Começa a nos preocupar a propaganda antimuculmana ou a  guerra ”santa” entre o Oriente e o Ocidente. Em breve começaremos a receber aqueles emails dos “escatológicos desinformados”: Oremos o fim chegou! Entretanto dados estatísticos demonstram que a participação em protestos contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", que apresenta o profeta muçulmano como pedófilo e homossexual, representam de 0,001 a 0,007% da população mundial de muçulmanos. Se levarmos em conta que a população de muçulmanos é estimada em 1.5 bilhão de pessoas, esta porcentagem não representa o pensamento muçulmano. Aí sim começamos a profetizar que o país do “Tio Sam” se prepara para invadir mais um país muçulmano. Fazer espolio do petróleo e assim garantir a reeleição do seu presidente. É bom lembrar que os maiores índices de aceitação de Obama, ocorreram por ocasião da invasão injustificável do Iran. Em breve receberemos noticias de perseguição  a missionários cristãos e então nos calaremos ante  ações militares. No mundo os pseudos donos dono do evangelho vão organizando a propaganda de suas novas “cruzadas”, com o silencio benevolente de seus irmãos ocidentais. Como diria o sábio Salomão: “Não há nada de novo debaixo do sol”.
Enquanto isso o “evangelho do terceiro mundo” vai repetindo e servindo aos interesses dos pais, que trouxeram de reboque, no seu bojo, a sua política imperialista insuportável. Das raras vezes em que passamos pelo Terminal da Lapa, percebemos um “irmão” de bíblia aberta, informando ou espantando, não sabemos bem, as pessoas que por ali passam sobre adoração de imagem e, agredindo os católicos com suas frases proféticas.  A verdade e que lá como cá temos extremistas. Só que aqui a coisa é light. Invadem-se terreiros de candomblé, chuta-se imagem de “santa” na televisão, etc. Relaxe! Sorria você está na Bahia.
Não nos preocupa tanto a reação muçulmana. A nossa preocupação maior é com o que chamamos de intolerância religiosa evangélica no Brasil e na Bahia, minha casa. Estaríamos nós protestante brasileiros, perseguidos, massacrados, marginalizados durante grande parte da nossa história, agora com o crescimento das denominações evangélicas, prontos para convivermos pacificamente com os de outra fé? Estamos preparados para comemorarmos a vitoria de uma luta por um Estado laico? Ou seria o momento do revanchismo?

domingo, 9 de setembro de 2012

OS “ORFÃOS” E O 7 DE SETEMBRO

OS “ORFÃOS” E O 7 DE SETEMBRO
Os 190 da Independencia do Brasil foram comemorados em Salvador sem a presença do governador do estado e do prefeito de Salvador. Foi a confirmação do que já vem acontecendo há muito: estamos órfãos. Realmente esta cidade está entregue aos grevistas, aos assaltantes e aos buracos. Desde o inicio do ano temos vivido o caos. Primeiro a greve de ônibus, depois a greve da PM, seguida da greve dos professores. Em Paripe (entregue aos marginais) tivemos em menos de um mês três pessoas conhecidas assaltadas na mesma rua e ao que parece pelos mesmos marginais de moto. Se não bastasse tudo isso, o transito de Salvador travou na quinta dia 06/09.
O “Jacques Milhas”( assim apelidado pelas suas inúmeras viagens de avião)inventou mais uma  para Ásia para não passar o vexame de ser vaiado pela sua nefasta administração. O mesmo aconteceu com o alcaide da cidade, que deve ter passado o feriadão escondido em umas dessas crateras, criadas na sua administração e facilmente encontradas em qualquer bairro. Como todo baiano o melhor nessas horas e relaxar e brincar: Entre os discípulos de Jesus havia dois: Tomé e João. Tomé (Tomé de Souza) fundou e João (João Henrique) afundou. Enfim nós soteropolitanos somos um povo sem governante. Motivo para comemorar mesmo só tivemos  um: o de não ter o dissabor de ter me filiado a qualquer partido político, e perder essa sim, minha independência e a alegria de escrever com humor sobre esses péssimos administradores que temos.