O
PATRULHAMENTO IDEOLOGICO, O POLITICAMENTE CORRETO E A SIG
´....Digam somente
“sim”, quando for sim, e “não”, quando for não, para que Deus não os condene.”(Tg
5.12b NTLH)
Há tempo que não leio dois artigos
tão interessante, como li esta semana. O
Primeiro que recomendo a leitura do Livro de Eugene Peterson - A
Espiritualidade Subversiva, onde o autor é entrevistado no final do livro, e opina
sobre diversos temas relacionados ao Cristianismo. O outro foi o Manifesto assinado
pela Ordem dos Pastores Batistas Clássicos do Brasil se posicionando contrario ao ministério pastoral feminino. Na
verdade dois artigos de ideologia bem
diferentes. Eugene Peterson apresenta uma visão
progressista do Evangelho, enquanto o artigo da OPBCB apresenta uma visão
ultraconservadora. Gostei de ambos, não pela ideologia dos autores, mas pela
coragem de se posicionar nesse mundo de patrulhamento ideológico, onde ninguém
mais se arrisca a dizer o que pensa.
Estamos vivendo a “Era do
Politicamente Correto”. No mundo evangélico este termo tem tomado uma conotação de
frouxidão. Tenho tentado ler inúmeros artigos de lideres evangélicos sobre
diversos assuntos, e quando consigo chegar ao final do artigo, percebo que o autor não é contra nem a favor de nada,muito
pelo contrario. É modelo que tenta agradar “os gregos e troianos que
estão lendo. Esse modelo não é novo.O apostolo Pedro e severamente advertido
pelo seu colega Paulo: “...quando Pedro
veio para Antioquia da Síria, eu fiquei contra ele em público porque ele estava
completamente errado. De fato, antes de chegarem ali alguns homens mandados por
Tiago, Pedro tomava refeições com os irmãos não-judeus. Mas, depois que aqueles
homens chegaram, ele não queria mais tomar refeições com os não-judeus porque
tinha medo dos que eram a favor de circuncidar os não-judeus. E também os
outros irmãos judeus começaram a agir como hipócritas, do mesmo modo que Pedro.
E até Barnabé se deixou levar pela hipocrisia deles. ”(Gl 2.11-13). Nos
debates, palestras abertos para o público em geral, há uma preocupação em se
mostrar “politicamente correto” para não contrariar ninguém ou não se
posicionar em uma situação desconfortável. Já na pregação nos púlpito de igrejas,
a preocupação e demonstrar uma “autoridade” apologética* conservadora. A
ausência de autenticidade num pastor o aproxima da teologia dos fariseus.
É claro que neste século estamos vivendo a era também
dos questionamentos, onde posicionamentos “xiitas” que impõe uma verdade (eu
disse uma verdade e não a verdade) a qualquer preço, não tem mais aceitação.
Entretanto não se negocia o inegociável que é a forma de ser, pensar e crer. A
ideologia e crença de um homem é parte integrante da sua forma de ser. Neste
mundo de patrulhamento ideológico, precisamos assumir os riscos de dizer “sim”,
quando for sim, e “não”, quando for não, para que Deus não os condene.
Para matar a curiosidade dos que
chegaram até aqui, “SIG” é a Síndrome da Impaciencia Geriátrica, ou seja, é uma
síndrome que faz com que leitores, acima de cinquenta anos, cansados de artigos
de autores que escrevem pra ficar em cima do muro, e bem na fita, não sejam lido até o fim. O pior é que já estou acometido dessa doença.
*Disciplina teológica que se propõe a
demonstrar a verdade da doutrina, defendendo-a de teses contrárias.
Pr. Ivan Luna é bacharel em historia pela UFBa, em teologia pelo STBNe.
Mestre em Teologia pela EST e pastor da Igreja batista Central de Paripe
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