TEOLOGIA PARA HOJE
Evangelho: No Mundo e na minha Casa
Começa a nos preocupar a propaganda antimuculmana ou a guerra ”santa” entre o Oriente e o Ocidente. Em breve começaremos a receber aqueles emails dos “escatológicos desinformados”: Oremos o fim chegou! Entretanto dados estatísticos demonstram que a participação em protestos contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", que apresenta o profeta muçulmano como pedófilo e homossexual, representam de 0,001 a 0,007% da população mundial de muçulmanos. Se levarmos em conta que a população de muçulmanos é estimada em 1.5 bilhão de pessoas, esta porcentagem não representa o pensamento muçulmano. Aí sim começamos a profetizar que o país do “Tio Sam” se prepara para invadir mais um país muçulmano. Fazer espolio do petróleo e assim garantir a reeleição do seu presidente. É bom lembrar que os maiores índices de aceitação de Obama, ocorreram por ocasião da invasão injustificável do Iran. Em breve receberemos noticias de perseguição a missionários cristãos e então nos calaremos ante ações militares. No mundo os pseudos donos dono do evangelho vão organizando a propaganda de suas novas “cruzadas”, com o silencio benevolente de seus irmãos ocidentais. Como diria o sábio Salomão: “Não há nada de novo debaixo do sol”.
Enquanto isso o “evangelho do terceiro mundo” vai repetindo e servindo aos interesses dos pais, que trouxeram de reboque, no seu bojo, a sua política imperialista insuportável. Das raras vezes em que passamos pelo Terminal da Lapa, percebemos um “irmão” de bíblia aberta, informando ou espantando, não sabemos bem, as pessoas que por ali passam sobre adoração de imagem e, agredindo os católicos com suas frases proféticas. A verdade e que lá como cá temos extremistas. Só que aqui a coisa é light. Invadem-se terreiros de candomblé, chuta-se imagem de “santa” na televisão, etc. Relaxe! Sorria você está na Bahia.
Não nos preocupa tanto a reação muçulmana. A nossa preocupação maior é com o que chamamos de intolerância religiosa evangélica no Brasil e na Bahia, minha casa. Estaríamos nós protestante brasileiros, perseguidos, massacrados, marginalizados durante grande parte da nossa história, agora com o crescimento das denominações evangélicas, prontos para convivermos pacificamente com os de outra fé? Estamos preparados para comemorarmos a vitoria de uma luta por um Estado laico? Ou seria o momento do revanchismo?
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