sábado, 14 de abril de 2012

REFLEXÕES SOBRE O ACAMPAMENTO DA J.B.S.

REFLEXÕES SOBRE O ACAMPAMENTO DA J.B.S.
Passada a euforia  do Grande Acampamento da Juventude Batista de Salvador que contou com mais de 500 jovens, penso que é o momento de fazermos algumas reflexões  sobre o que aconteceu no Acampamento.Tivemos sem sombra a de duvida o maior encontro de Jovens dos últimos 20 anos. Nos fez lembrar os tempos da  Juventude batista da Capital (JUBACAB).
Sempre brincamos com as pessoas: Tenho duas noticias pra te dar uma boa e outra ruim. Qual você quer ouvir primeiro? Vamos começar pelo que nos deixou a desejar. O Nosso CENTRE é amplo, bastante agradável e aconchegante, mas carece urgentemente de uma reforma.  O auditório é muito pequeno. Não comporta mais que 200 pessoas. Diversos irmãos já sugeriram tirar  dali o refeitório e ampliar um pouco mais o salão de culto. Os jovens ficaram muito dispersos no ambiente pequeno. Precisamos mais valorizar este espaço. É hora de nós pastores pensarmos em alternativas para melhorarmos este espaço que é nosso. Não foi só a quantidade de jovens  que gerou desconforto.Estivemos no Retiro dos Pastores e passamos pela mesma dificuldade. A alimentação também foi precária. Acampamento é culto, é futebol, é piscina, é dormir tarde acordar cedo. Isso implica em energia. Penso que em “mega” eventos têm que utilizar mão de obra qualificada sempre, voluntaria ou não. Retiro não pode ter carência de água  e comida. A cantina diminuiu o impacto da alimentação, mas não é por aí. A liderança jovem precisa de acompanhamento e treinamento. Alguns da diretoria da J.B.S. são seminaristas e precisam aprender com o cantor “gospel” Quero aprender com meus erros, para não mais cometê-los. Avaliar é preciso. Um evento anual desta envergadura não pode apresentar erros tão primários como falta de controle de acampantes, de alimento e de acomodações.
Pra não dizer que não falei de flores a comunhão foi massa.  Qualquer coisa era motivo para estarmos sorrindo. Até as brincadeiras com as duas  ruínas  baianas:Bahia e vitoria era motivo para brincarmos. É bom lembrar que o Bahia é ruína de primeira e o outro de segunda. A comunhão e a espiritualidade superaram todas as dificuldades. Como é bom ver pessoas de todas as partes e igrejas de Salvador. Tinha jovem de Stella Maris a Paripe. Pr. Veloso “é o cara”. Foi enviado pelo Espírito Santo. Qualquer trocadilho com nome do seu estado, não é mera coincidência.  Fala linguagem jovem. É simples como Jesus. A comunicação foi seu currículo. Outras  surpresas no acampamento foi a presença do Pr. Sergio Paulo, brother da melhor qualidade. Selma e Eliana secretárias da Ordem e da A.B.S. respectivamente, servas do Senhor da melhor qualidade.  Não poderia deixar de ressaltar a boa vontade e o esforço do Pr. Eliezer Rego, nosso querido “Dedeco” o cara é o brother também. Bastante atencioso e faz o possível dentro das suas limitações pelo CENTRE.
A liderança da J.B.S. mostrou um poder de mobilização impressionante. Penso que nem mesmo eles acreditaram neste “mega” evento com mais de 500 jovens. Valeu diretoria da J.B.S. vocês foram demais. Um beijo carinhoso em Priscila, Orlando, Marcelle, Filipe e outros brothers que conheci lá no CENTRE. No próximo vocês precisam buscar mais ajuda distribuir tarefas e compartilhar dificuldades com outros jovens. No mais e trocar figurinhas, digo fotos e depoimentos no facebox. Se a J.B.S. continuar bombando assim é melhor agente pensar em reunir em Pituaço.

3 comentários:

  1. Digo e repito ... faltou colocar agradecimentos a um cara brother que chorou,sorriu,brincou,incentivou,corrigiu e agitou a Torcida Tricolor:Ivan Luna. Aprendizado enorme...Misericórdia do Senhor maior ainda!

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  2. Caro Luna!

    Por motivo de trabalho, não foi possível estar neste momento que marca a retomada da Juventude Batista do Salvador às atividades mobilizadoras, muito peculiar nos anos 80 e no início da década de 90. Lamento não ter sido testemunha ocular, mas o teu testemunho tem valor semelhante.

    Temo, portanto, que ao retomarmos esta mobilização, não voltemos A erros passados também. Explico: lembro-me que na mesma época em que a Jubacab (hoje JBS) brilhava com seus eventos "mega", ficava em aberto, uma lacuna que, creio, foi a grande responsável por este hiato na história da Juventude baiana, especialmente de Salvador; me refiro à lacuna da falta de capacitação de liderança. Não apenas capacitação coletiva, mas, principalmente, capacitação na igreja local, na frente de batalha de cada líder local. Cada liderança que deixava o cargo passava a atuar timidamente, até esmaecer-se por completo.Em alguns casos, eram promovidos à outros postos de serviços dentro do reino de Deus, deixando o órgão que presidiu nas mão de neófitos ávidos por acertar, mas com pouca experiência.

    Em 1994 inciamos uma nova modalidade de liderança, onde a preocupação por treinar líderes foi posta em prática; mas cometemos um outro erro: focamos nos lideres e esquecemos os liderados, Ou seja: trocamos os pesos das bandejas da balança. Resultado? Desequilíbrio na estratégia.

    Todo o enunciado acima, objetiva compartilhar com a JBS, e outras Jubas que mais chegarem, o envolvimento que tive com todas as esferas da Juventude Brasileira, da Jubacab à Jumoc. A falta de planejamento estratégico, seguido dos planejamento tático e operacional, garantem à qualquer empresa ou organismo que toda e qualquer natureza, a sua descontinuidade. Ou, pior que a descontinuidade, a sua caminhada rastejante em direção a lugar algum.

    Se eu voltasse ao tempo em que presidi a JBS, a Jubab e o Conordeste, mão daria um passo sem que antes fizesse todas as camadas do planejamento, como faço hoje nas projetos e na empresa que dirijo.

    Mandato de liderança não é um plano pessoal e limitado; é um plano que vise a organização em questão como um todo, pensando nela a curto, médio e longo prazos.

    Aproveitaria este "reaquecimento" da juventude para identificar líderes que possam dar continuidade eficaz à organização, a fim de treiná-los para o ministério de liderança, evitando que o "oba oba" se instaurasse e repetíssemos erros de outrora e presenciássemos mais uma derrocada da JBS.

    Da turma citada,à frente da JBS, apenas tive o prazer de conhecer a Priscila; mas isto não me impede de orgulhar-me das outras pessoas envolvidas no processo. Orgulhar-me de ser batista (da Convenção Batista Brasileira, destaco), onde os voluntários trabalham como se assalariados fossem. Voluntários que vestem a camisa da organização denominacional com tanta gana, que até os inertes são contemplados com os méritos dos que fizeram força.

    Vale tornar ciente, aos navegantes desavisados, que na mesma ocasião do acampamento da JBS, outros congressos de juventudes ocorriam em todo estado da Bahia. Soube que um deles, em Jaguaquara, contou com cerca de 700 jovens inscritos.

    Isto mostra que Deus está iniciando um mover novo na força jovem de nossa denominação, justamente quando os clamores das pedras ecoem pelas ruas de nossas cidades, pelas portas de nossas igrejas e em nossas casas, pedindo socorro a quem, de fato, tem o socorro que esta Nação precisa.

    Espero que esta leitura alcance o entendimento de nossos pastores, líderes de igrejas e líderes da denominação, fazendo-os entender a importância de investir, cada vez mais crescente, noa nossa juventude. Não de forma meramente política, mas de forma prática e pontual.

    O prêmio do servo bom e fiel é algo prazeroso; mas o preço da negligência é inversamente nefasta.

    Que as bênçãos e as misericórdia de Deus nunca cessem de cair sobre nós...


    Josias Brasil
    Editora Vaso Novo
    www.editoravasonovo.com.br

    Centro de Capacitação Vaso Novo

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