sábado, 2 de outubro de 2010
SINDROME DO CAMALEÃO E A HORA DE EMAGRECER
SINDROME DO CAMALEÃO E A HORA DE EMAGRECER
Enfim as campanhas políticas estão finalizando. Não sei se fico triste ou alegre. Os pastores devem estar bem gordinhos a essa altura. Afinal de contas, é o período dos cafés da manhã em tudo quanto é lugar. É colega que nem lembrava mais de você, mas que abre agenda encontra seu nome e convida para um evento político seu ou de alguém que está apoiando.
O que me chama atenção, na maior parte das vezes, que são amigos que você convive há tanto tempo e percebe-se que não tem nada a ver com os candidatos. É uma incoerência total e absurda. Em tempo de eleição ninguém é contra nada, muito pelo contrario. Acontece o que denomino de “síndrome do camaleão”. Um amigo me pediu para apresentar um candidato, ai perguntei: “é crente?” O que ele me respondeu: “é um bom samaritano”. Outro fato ocorreu com uma crente. Ela foi pedir um emprego a um político, ele então falou pra ela: “tire cópia dos seus documentos e mande seu pastor vir me entregar”. Confesso que pela perspicácia e por estar desiludido com a política quase voto nele.
Vou falar do meu voto. Pra falar a verdade, o único candidato que me faz ir às urnas, com sinceridade de voto e consciência de cidadania, é o deputado Federal Walter Pinheiro. Oro por ele, nem sei como consegue sobreviver nessa alcatéia. Em meio a tantos impropérios desferidos por Silas Malafaia, uma coisa achei interessante: ele disse que não ia voltar em Dilma, mas não via em Serra firmeza. Tá difícil! Vou votar em Marina por ser evangélica, apesar de achar simplório demais voltar só porque é evangélico. Precisamos votar em evangélicos competentes e honestos. Estou desestimulado em votar em pastor, penso que, pela sua formação, são separados para cuidar do rebanho do Senhor. A história tem mostrado isso.
Depois de participar do movimento estudantil na UFBA, em 1978, quando então aluno de História, e lutar por eleição direta para governador, levar carreira da PM e tudo mais, tenho uma nova definição política de esquerda e direita: de esquerda em que escreve com a mão esquerda, e direita em que escreve com a mão direita. Tá todo mundo afetado pela “síndrome do camaleão.” É claro que tem as raríssimas exceções. Tem alguns políticos que ainda podem ser chamados de históricos, porém correm o risco de serem alvos de chacota. Veja Plinio de Arruda Sampaio, Waldir Pires, Walter Pinheiro, Pedro Simon e outros.
Eu penso que preciso me reciclar politicamente para entender algumas coisas. Não entendo como é que estão do mesmo lado Lula, José Sarney, Fernando Collor de Melo e Gedel Vieira Lima. Me mate logo! Os programas eleitorais só servem para o chamado minuto de fama: “ói fulano ali”. Após cada debate tenho a sensação de que melhor era ter ido dormir mais cedo. Se me perguntarem quem foi o melhor no último debate, diria que foi William, Bonner.
Depois desta campanha formulei alguns pensamentos:
1. Penso que Serra é cabo eleitoral do PT. Se um dia me candidatar à presidência da República, faço questão que Serra faça oposição à minha candidatura.
2. Penso que aquele vestido rosa que os marqueteiros arranjaram pra Dilma aparecer no debate da Globo, pousando de dona de casa, não era dela. Era da vizinha. Vamos vê-la vestido com ele de novo na campanha de reeleição;
3. Penso que os amigos de Serra não votarão nele. Não iam agüentar olhar pra ele com aquela cara sem expressão com o nariz de Pinóquio. Afinal, nem mesmo ele acreditou na promessa de campanha do salário mínimo de R$ 600,00
4. Penso que quando Dilma tomar posse no Palácio do Planalto, não deve jogar fora as garrafas de pinga do morador antigo. Ela vai continuar precisando de muleta, aliás, o PTB não sobreviveu sem Getulio Vargas.
5. Penso que os crentes precisam de reciclagem política. O tanto de email “besteirol” que recebo sem origem, sem nome, sendo repassado como se fosse verdade, é inconcebível. Todos do tempo que comunista comia criançinhas.
6. Penso que Dilma não é o anticristo. Nem Serra. A Bíblia disse “que quando ele vier enganará a muitos”. Nem Dilma, nem Serra conseguem enganar ninguém. Ela só é à sombra do barbudo, e ele a República de São Paulo.
7. Penso que o Brasil jamais terá dois candidatos como Aécio Neves e Ciro Gomes. Seria bom demais pra ser verdade.
8.Penso que PT e PMDB vão brigar pela sigla PSC (Partido Sem caráter). Fazem aliança até com o diabo pra se manter no poder. Sugiro uma comissão de ética para resolver o impasse: Roberto Jeferson, Delúbio Soares,José Dirceu,Palocci,Jader Barbalho. Eles já estão voltando.
9.Penso que Erenice sozinha fez tudo na Casa Civil da presidência da Republica. O resto é “Guerra” de família e da oposição.
10.Penso que Paripe vai entrar pro Guiness: O bairro que mais teve rua asfaltada em dois dias.Coincidentemente nas vésperas da eleição.
Graça e paz,
ResponderExcluirBem, em 1964 houve um grande movimento no Brasil pela "salvação da família" com a "união" de segmentos das igrejas cristãs (Católica e evangélicas históricas: batista, metodista, presbiteriana e outras), conhecido pelo nome “A Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Naquela época diziam que o Brasil seria um país comunista (regime ideológico político de satã) e que os comunistas iriam "comer as criancinhas" e "prender e matar os cristãos verdadeiros". Essa piedade "cristã" empurrou o país para pior ditadura em sua história republicana.
Quando ocorreu o golpe de 1964, as autoridades mais influentes dentro da Igreja católica no Brasil apoiaram a intervenção militar na política acreditando que o governo do presidente deposto, João Goulart, fosse uma séria ameaça à ordem social vigente devido a suas inclinações supostamente esquerdistas e revolucionárias.
A nobre igreja católica agradeceu a "Deus" e apoiou a ditadura militar: Ganhou com isso, o ensino religioso exclusivamente católico nas escolas públicas do país e "professores" (padres) com salários pagos (sem concurso público) pelos contribuintes brasileiros.
Reverendo João Dias relata corajosamente o que chamou “inquisitorialismo”. Durante um longo período a cúpula da liderança da igreja presbiteriana do Brasil (também batista e metodistas e outras igrejas evangélicas) apoiou o regime ditatorial dos militares, perseguindo severamente membros, seminaristas, presbíteros e pastores que se envolvessem com questões referentes à “justiça social e denúncia dos males estruturais da realidade brasileira.
Segundo os relatos, não poucos ministros foram despojados (expulsos do ministério), e outros acusados pela Igreja de serem subversivos; como, por exemplo, Rubem Alves, que durante alguns anos foi pastor presbiteriano na cidade de Lavras/MG, e também é considerado um dos maiores teólogos brasileiros.
As igrejas evangélicas históricas, também agradeceram a "Deus" e apoiaram a ditadura militar: Ganharam "respeito e reconhecimento" pelos ditadores militares; ampliação de vagas de capelão nas forças armadas e nas polícias militares, com salários pagos (sem concurso público) pelos contribuintes brasileiros. Além disso, praças e ruas públicas foram inauguradas com nomes em homenagens a essas igrejas e seus "pastores". E por último, aprovação da lei 1.051/1971 dando aos cursos de teologia dos seminários confessionais da igreja católica e evangélicas, “status” de curso "superior" universitário.
E o povo brasileiro e o Brasil? Só restou pagar a farra destes falsos "moralistas" com os nossos impostos.
Hiperinflação, o maior desemprego na história desde país, fome, 40% da população brasileira vivendo abaixo da linha da miséria, 40% de analfabetismo e o desenvolvimento de favelas nas grandes cidades do país. Além disso, e quase esquecendo: de milhares de brasileiros mortos e torturados pela "maravilhosa e abençoada" ditadura militar brasileira.
Penso que esta história de "moralidade cristã" com a política, o pobre Brasil já viu e pagou caro por isso.
Cordialmente,
Robson Souza
Psicólogo,
Sociólogo,
Teólogo batista e mestre em teologia/IEPG/EST.
O tempo é o Senhor da história. Infelizmente todos osregimes facistas e totalitaristas nunca mostraram a sua cara no começo. Para mim um dos grandes lideres desta humanidade, Chegevara morreu traído por aqueles que ele apoiou.
ResponderExcluirMas convenhamos terras produtivas invadidas por sem terras que pousam para fotos ao lado do seu presidente com direito a boné na cabeça em nome de uma falsa democracia. Que vai de encontro ao direito da propriedade privada,direito este construído com luta ao longo desse periodo pós ditatorial, precisa ser combatido o quanto antes. A ditadura do proletariado, assim chamada pelos "companheiros" que no fundo desejam o poder tanto quanto os aproveitadores do golpe de 64, merecem ser combatidos.
Democracia sim,ditadura seja com que rotulo não.
Corrupção igual ou pior tem ocorrido nos ultimos oito anos e a Policia Federal chega a velha conclusão de que não tem envolvimento dos atuais lideres da onda vermelha.Chego a triste constatação de que no Brasil só existe dois partidos: o que tá comendo e o que comer.
Armas,artificios,corrupção. Qual a diferença?
Ivan Luna
Ivan Luna